Meningioma rico em infiltrado linfoplasmocitário
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Aspecto geral do tumor.  ,,
Este tecido, à primeira vista, não lembra um meningioma. Sua maior população é de células inflamatórias crônicas, linfócitos e plasmócitos, de aspecto maduro, e com maior concentração em torno de vasos. Examinando mais campos (abaixo), evidenciam-se grupos de células meningoteliais, não raro formando redemoínhos, e que definem o caso como um raro meningioma excepcionalmente rico em linfócitos e plasmócitos
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Células  meningoteliais.  Eram melhor reconhecidas pela clássica disposição em redemoínhos. A identificação destas células em meio ao denso infiltrado inflamatório era difícil, mesmo com imunohistoquímica, pois a marcação por EMA foi fraca e praticamente restrita aos redemoínhos. Não havia calcificações (corpos psamomatosos). Nos redemoínhos, as células neoplásicas adotavam o padrão meningotelial ou transicional clássico, com núcleos ovalados, cromatina bem distribuída e citoplasma abundante, às vezes com limites mais nítidos. 
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Infiltrado inflamatório.  O infiltrado era linfoplasmocitário, denso e difuso, com coroas perivasculares de linfócitos. Chamava a atenção a grande quantidade de plasmócitos, não raro com corpúsculos de Russell (quadro abaixo). Não foram encontrados granulomas. 
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Corpúsculos de Russell.  Estas gotículas de proteína, freqüentemente formando agrupamentos moriformes, são encontradas em processos inflamatórios inespecíficos de longa duração, e atribuídos a produção de imunoglobulinas por plasmócitos. 
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IMUNOHISTOQUÍMICA
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CD20. Marcador de linfócitos B. Foi positivo em folículos linfóides e seus centros germinativos, e em linfócitos distribuídos difusamente pelo tumor ou em agregados perivasculares. Células do meningioma não  marcaram. 
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CD3. Marcador de linfócitos T. A população destes foi menor que a de linfócitos B. Células meningoteliais foram negativas. 
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kappa. Marcou parte dos plasmócitos (pouco mais da metade, sem contagem). Os negativos presumivelmente expressavam cadeia lambda (quadro abaixo). Células positivas e negativas foram encontradas lado a lado. A positividade para ambos tipos de cadeia indica reação inflamatória inespecífica, afastando-se a possibilidade de neoplasia (plasmocitoma). 
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lambda. Resultado semelhante ao com kappa acima. 
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EMA. Marcou em intensidade variável, mas em geral fraca, as células meningoteliais dos agrupamentos. Discreto predomínio da marcação na periferia dos redemoínhos. 
Plasmócitos.   Mostraram marcação para EMA em padrão membrana, como habitual. 
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Meningioma rico em linfócitos e plasmócitos. 

Geralmente, infiltrado inflamatório é escasso ou ausente em meningiomas, mas em casos raros, células inflamatórias crônicas (linfócitos e plasmócitos) podem ser abundantes a ponto de obscurecer as células tumorais. Em alguns casos, podem estar associados a anormalidades hematológicas. São comuns nestes meningiomas os corpúsculos de Russell, que são gotículas de proteína (imunoglobulinas), que se acumulam no retículo endoplasmático dos plasmócitos quando sintetizadas em grandes quantidades. São vistos como gotículas hialinas isoladas ou formando agrupamentos em cacho de uva entre as células inflamatórias.  Com imunohistoquímica, tanto as células meningoteliais como os plasmócitos são positivos para EMA, o que pode dificultar a identificação das primeiras. 

Livros texto.

  • Burger PC, Scheithauer BW, Vogel FS. Surgical Pathology of the Nervous System and Its Coverings.  4th Ed. Churchill Livingstone, New York, 2002.  p 62.
  • Louis DN et al.  Meningiomas.  In Kleihues P, Cavenee WK (eds). Tumours of the Nervous System. Pathology and Genetics. World Health Organization Classification of Tumours. IARC Press, Lyon, 2000.  p. 179.
Outras referências. 
  • Bruno MC et al. Lymphoplasmacyte rich meningioma. A case report and review of the literature. J Neurosurg Sci. 48: 117-24, 2004.
  • Ferrara M et al Inflammatory meningioma of the fourth ventricule.  Case report.  J Neurosurg Sci. 38: 59-62, 1994. 
  • Gi H et al. Meningioma with hypergammaglobulinemia. Case report.  J Neurosurg 73: 628-9, 1990. 
  • Horten BC et al Meningiomas with conspicuous plasma cell lymphocytic components. A report of five cases. Cancer 43: 258-64, 1979.
  • Loiseau H et al. Lymphoplasmacyte-rich meningioma in a child. Case report.  J Neurosurg 83: 1075-9, 1995. 
  • Yamaki T et al.  Lymphoplasmacyte-rich meningioma with clinical resemblance to inflammatory pseudotumor. Report of two cases. J Neurosurg. 86:898-904, 1997.
  • Yoneyama T et al.  Lymphoplasmacyte-rich meningioma: a report of three cases and a review of the literature (in Japanese).  No Shinkei Geka. 27:383-9, 1999. 
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