Gangliocitoma  da  adenohipófise. 
4.  IH - GFAP, AE1AE3, GH, CD34, Ki67
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Fem. 79a.   Clique para TC, RM, destaques da microscopia, HE, Masson, reticulina, MAP2, SMI-32, NF, GFAPAE1AE3, GH, CD34, Ki67Texto - gangliocitoma da adenohipófise
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GFAP.    Um achado notável no presente caso foi a virtual ausência de células gliais no tumor, justificando o diagnóstico de gangliocitoma.  Lesões tumorais compostas exclusivamente por neurônios são raras. Habitualmente os neurônios acompanham-se por um componente glial, que é o que prolifera e causa aumento da lesão, sendo estes tumores denominados gangliogliomas. Neste  tumor excepcional da adenohipófise, a pesquisa por astrócitos foi feita em duas tentativas em laboratórios diferentes, e os resultados foram negativos. Apenas um pequeno grupo de células foi reativo para GFAP, e sua morfologia lembra mais neurônios que astrócitos. O significado e real natureza delas nos ficou obscura. 
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AE1AE3.    Outro achado curioso neste raro gangliocitoma de adenohipófise foi obtido com AE1AE3, um coquetel de anticorpos contra citoqueratinas.  Parte dos neurônios mostrou um corpúsculo, ou área citoplasmática redonda, de limites nítidos, fortemente marcada.  Em outros tal não ocorria.  A natureza do 'corpúsculo', já notado em HE, não fica clara. Poderia representar um acúmulo citoplasmático de filamentos intermediários. Mas porque reagem para queratinas, não sabemos. Nada semelhante reagiu para outros anticorpos, inclusive GFAP. 
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AE1AE3.  Neurônios com  corpúsculo citoplasmático. 
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AE1AE3.  Neurônios sem corpúsculo citoplasmático. 
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GH.   Outra observação de interesse neste gangliocitoma foram células positivas para hormônio de crescimento (GH), mais numerosas na periferia de um dos fragmentos.  Parecem células secretoras da adenohipófise, e não neurônios constituintes do gangliocitoma. Foram interpretadas como pertencentes à adenohipófise vizinha à lesão.  Nos exames de ressonância magnética é possível observar a delimitação entre a lesão, que ocupa a maior parte da sela túrcica, e a hipófise remanescente à esquerda, inclusive com desvio da haste hipofisária
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CD34.    CD34 foi estudado para marcação dos vasos, que se mostram abundantes, delicados e de distribuição variável na lesão.  Como em gangliogliomas há freqüente marcação das células do tumor por CD34 (clique para texto) desejamos verificar se o mesmo ocorria neste gangliocitoma, mas o resultado foi negativo. A positividade restringiu-se às células endoteliais. 
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Ki-67.    A marcação por Ki67 foi restrita às células inflamatórias e raras outras células de natureza incerta. Os neurônios não marcaram, como esperado. Havia extensos campos totalmente negativos.  O resultado está em concordância com a natureza extremamente indolente do tumor, que praticamente manteve-se estável em 5 anos, documentado por TC
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Agradecimentos.    Caso estudado em colaboração com o Prof. Fábio Rogério, FCM-UNICAMP, e Dr. Gunter Gerson, Fortaleza, CE.   Procedimentos imunohistoquímicos pelo pessoal dos Laboratórios de Pesquisa - (Ana Claudia Sparapani Piaza, Luzia Aparecida Magalhães Ribeiro Reis e Arethusa de Souza) e Rotina  (Luis Felipe Billis e Thayná Milena Stela de Oliveira).   Depto de Anatomia Patológica da FCM-UNICAMP, Campinas, SP. 
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Para mais imagens deste caso:
TC, RM HE, Texto Colorações especiais  IH - MAP2, SMI-32, NF IH - GFAP, AE1AE3, GH, CD34, Ki67
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Texto : gangliocitoma de adenohipófise Gangliogliomas : 
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