Meduloblastoma  de  extensa  nodularidade.  4.  CD34, Ki67
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Masc. 2 m 12 d.   Clique para RM, HE, reticulina, GFAP, vimentina, SNF, MAP2, CD56, CD34, Ki67. Texto
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CD34.   Este marcador de endotélio (ou, mais exatamente, da superfície luminal das células endoteliais) revela a fina rede vascular do meduloblastoma de extensa nodularidade, demonstrando que os capilares contornam os nódulos, ficando na interface entre eles e o tecido menos diferenciado extranodular. Os nódulos em si são praticamente avasculares.  Os capilares são muito finos, sem nenhuma evidência de proliferação endotelial. Provavelmente, as orlas perinodulares positivas para vimentina e reticulina são originadas pelas células endoteliais e eventualmente outras células conjuntivas pericapilares de difícil identificação. Esses aspectos coincidem com os observados no meduloblastoma desmoplásico (1)(2). 
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Comparação CD34  x  VIM.   Há coincidência entre a margem dos nódulos acentuada na reação para vimentina (à direita) e os capilares demonstrados por CD34. Como a vimentina marca todo o citoplasma das células e o CD34 apenas a face luminal da célula endotelial, explica-se a maior proeminência da marcação por vimentina que, além disso, marca diferenciação astrocitária incipiente no interior dos nódulos. 
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Ki67.  Parte central do tumor.  O marcador de proliferação celular Ki67, que marca núcleos das células que se encontram no ciclo celular e que, portanto, vão entrar em mitose proximamente, mostra diferenças dramáticas entre os nódulos e o tecido internodular.  O tecido entre os nódulos apresenta marcação muito superior (cerca de 50%) ao do interior deles (2-3%), onde as células virtualmente cessaram de proliferar e se encaminham para diferenciação neuronal ou glial. Só pela morfologia dos núcleos em HE este insight não seria possível. 
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Ki67.  Córtex  cerebelar normal (imaturo) longe  do  tumor.  Em córtex cerebelar distante da infiltração neoplásica, o Ki67 marca intensamente a camada granulosa externa, formada por células imaturas que estão em proliferação e vão migrar através da camada molecular para sua topografia definitiva na camada granulosa interna. Na granulosa externa, a marcação de núcleos rivaliza a do próprio tumor. Comparar com áreas em que a leptomeninge está infiltrada por meduloblastoma e a granulosa externa e o tumor estão em contato. 
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Ki67 - Córtex normal de duas folhas adjacentes.     A leptomeninge (pia-máter) entre elas é fina e sem tumor. As células proliferantes da camada granulosa externa marcam-se fortemente, as logo abaixo perdem a marcação, e as camadas molecular e granulosa interna praticamente não se marcam. A camada granulosa externa permanece do nascimento até em torno do 6. mês (este paciente tem 2 meses e  meio), quando todas suas células migraram à granulosa interna, que passa a ser a única e definitiva. A granulosa interna é constituída por pequenos neurônios que recebem sinapses das fibras musgosas, axônios aferentes ao córtex cerebelar. Para mais sobre córtex cerebelar normal, clique.   Na imagem abaixo, as duas folhas vizinhas dão imagem especular uma da outra. 
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Camada granulosa interna.   A camada granulosa interna é formada por células originadas na granulosa externa, que migraram através da camada molecular (clara, com poucos núcleos) e se situaram abaixo dela, diferenciando-se nas células granulosas definitivas, que são os menores neurônios do corpo humano. A distribuição dos núcleos é levemente irregular devido aos glomérulos cerebelares, que são sinapses complexas envolvendo uma fibra musgosa (um axônio aferente) e vários dendritos das células granulosas. Por isso, os glomérulos são ricos em sinaptofisina.   Como as células granulosas internas não se dividem mais, os núcleos marcados são muito escassos, e alguns inclusive podem corresponder a células endoteliais. Para mais sobre córtex cerebelar normal, clique. 
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Ki67 - Córtex adjacente ao tumor.     Nesta região onde a leptomeninge está extensamente infiltrada pelo meduloblastoma, observa-se contigüidade entre o tumor e a camada granulosa externa do córtex cerebelar.  A diferença entre elas é sutil e ambas têm marcação expressiva. No tumor, observam-se nódulos, como nas áreas distantes da meninge
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Ki67 - Tumor na proximidade do córtex cerebelar mas sem contato. Estes setores ilustram como a neoplasia infiltrando a leptomeninge se aproxima do córtex cerebelar, restando ainda uma fina camada de pia-máter entre ambas. 
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Agradecimentos.    Caso do Centro Infantil Boldrini, Campinas, SP.   Preparações imunohistoquímicas pela técnica do Laboratório de Patologia da Instituição, Sra. Adriana Worschech. 
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Para mais imagens deste caso, texto
RM  HE, Reticulina GFAP, VIM SNF,  MAP2,  CD56 CD34, Ki67
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Este assunto na graduação Mais casos de meduloblastoma :
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Características de imagem dos meduloblastomas Textos :
meduloblastomasmeduloblastoma de extensa nodularidade
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