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com diferenciação ependimária e neuroblástica. 1. Esfregaço, parafina HE. |
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Masc., 4 dias. Tumor cerebral foi constatado por TC logo após o nascimento. A amostra limitou-se a pequena biópsia, que foi utilizada para esfregaço, cortes de parafina corados por HE e imunohistoquímica. |
Destaques da microscopia. | ||
Esfregaço HE. Caráter primitivo, 'PNET-like'. Concentração de células em torno de vasos. Aspecto heterogêneo das células | Parafina HE. Aspecto variável; Numerosas pseudorrosetas perivasculares, positivas para GFAP, VIM, CD56, CD99. | Ilhotas com células em arranjo frouxo, que foram positivas para SNF e negativas para outros marcadores (sugestivo de diferenciação neuroblástica) |
GFAP. Positivo em parte das células neoplásicas, notadamente nas pseudorrosetas perivasculares | VIM. Variável, semelhante a GFAP, positiva forte nas pseudorrosetas perivasculares | EMA. Positividade citoplasmática focal : apóia diferenciação ependimária |
SNF. Positiva nas ilhotas frouxas - sugestivo de diferenciação neuroblástica | CD56. Marcação variável. Pseudorrosetas positivas ou negativas | CD99. Marcação variável. Pseudorrosetas positivas, ilhotas negativas |
1A4. Positivo em vasos, e em certa área no tumor | Ki-67. Positividade em cerca de 50% dos núcleos das células neoplásicas, chegando a quase 100% em certas pseudorrosetas | p53. Positividade em cerca de 50% dos núcleos das células neoplásicas |
ESFREGAÇO._Esfregaços
são práticos pela rapidez de preparo e bom rendimento de
amostras diminutas, que dificilmente produziriam bons cortes de congelação.
Para o esfregaço sair de boa qualidade, é necessário
material a fresco recém chegado da mesa cirúrgica, e que
o tecido seja mole. Tecidos duros que resistem à compressão,
como tecido fibroso ou cartilaginoso, não dão bons esfregaços.
A amostra de cerca de 1 mm³ é colocada sobre uma lâmina limpa apoiada diretamente sobre a bancada, de preferência na extremidade próxima ao rótulo. Uma outra lâmina é usada para comprimir o tecido e, ao mesmo tempo, deslizar sobre a primeira em direção à extremidade oposta. A lâmina de baixo é então fixada imediatamente em álcool absoluto e corada por HE como os cortes de congelação. A lâmina de cima em geral não é útil. O tempo de preparação fica em torno de 2-3 minutos. Um bom esfregaço cobre praticamente toda a superfície da lâmina com uma fina camada de células dispersas, permitindo boa citologia e visualização dos vasos por longas distâncias. Obs. Neste caso não foram feitos cortes de congelação devido à exiguidade do material. |
Esfregaço.
Aqui chamam a atenção vasos recobertos por células neoplásicas formando manguitos. Isto acontece porque, em tumores de rápido crescimento, as células mais próximas ao vaso recebem melhor nutrição e as mais distantes sofrem necrose. |
Aspecto pseudopapilífero. A aderência das células aos vasos imita papilas, mas deve-se, na realidade, à melhor preservação das células próximas a eles. Isto difere do aspecto papilífero verdadeiro, em que as células crescem ao longo de eixos conjuntivo-vasculares. Bons exemplos são o carcinoma papilífero de bexiga e os adenomas vilosos do cólon. |
Heterogeneidade das células. Neste esfregaço, em aumentos mais fortes, há grande variação da forma e tamanho das células, inclusive do volume do núcleo e quantidade do citoplasma. A cromatina é grosseira e de distribuição irregular. O citoplasma é escasso, mas em algumas células é abundante, e o núcleo é excêntrico, chegando a lembrar células rabdóides. Figuras de mitose foram difíceis de caracterizar, mas alguns exemplos de apoptose eram evidentes. O conjunto sugeriu um tumor pouco diferenciado, de alto grau de malignidade, não sendo possível avançar quanto à linhagem, se glial ou outra. | |
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Aspecto
geral.
Nos cortes de parafina, o tecido tumoral revelou-se heterogêneo. Na maior parte, as células eram pouco diferenciadas, núcleo hipercromático com cromatina densa, e citoplasma de limites imprecisos. Figuras de mitose eram de difícil identificação, mas apoptose era comum. |
Áreas lembrando ependimoma. Em muitas áreas deste tumor, as células eram arranjadas mais compactamente, e tinham nítida tendência se disporem radialmente em torno de vasos, à maneira das chamadas pseudorrosetas perivasculares, que são de observação corriqueira em ependimomas (1) (2). O aspecto chamava de tal maneira atenção que nossa primeira impressão diagnóstica foi um ependimoma anaplásico. Em imunohistoquímica, estas áreas e suas rosetas foram positivas para GFAP, vimentina, CD99 e de forma variável para CD56. Também, com EMA, foi possível demonstrar os clássicos lumens intracelulares típicos dos ependimomas. | |
Ilhotas
frouxas com células estreladas.
A freqüente repetição destas estruturas emprestava um aspecto organóide ao espécime, que vagamente recordava um meduloblastoma desmoplásico. Com IH, estas áreas eram freqüentemente positivas para sinaptofisina, indicando diferenciação neuronal. Eram também negativas para GFAP, VIM e CD99. |
Para mais imagens deste caso: | TC | IH |
Textos sobre PNETs supratentoriais (1) (2) | Tumor embrionário com rosetas em multicamadas | Ependimoblastomas | Pineoblastomas (1) (2) | Características de imagem dos PNETs |
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