Ganglioglioma  desmoplásico  infantil. 2.  Imunohistoquímica
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Masc., 7 m. 28 d.      Clique para ressonância magnéticaespécime macro, lâminas escaneadas, destaques da microscopiacolorações especiais, imunohistoquímica.   Texto. Ganglioglioma e astrocitoma desmoplásicos infantis.    
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GFAP,  ou proteína glial ácida fibrilar, é o filamento intermediário do citoplasma próprio de astrócitos e células ependimárias. Aqui demonstra as células de linhagem astrocitária deste ganglioglioma desmoplásico infantil (DIG).  As células propriamente neoplásicas e pertencentes ao tumor são pequenas, irregulares, com citoplasma escasso, que forma prolongamentos curtos.  Sua participação no tecido neoplásico varia área a área, podendo ir de abundantes a escassas, e até ausentes. As células sem marcação citoplasmática são na grande maioria fibroblastos, e aparecem com vimentina.  Neurônios também não marcam com GFAP, mas são raros, e demonstráveis por SNF (sinaptofisina).
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GFAP, astrócitos neoplásicos.    Apresentam citoplasma de quantidade variável que forma prolongamentos curtos e irregulares. Os núcleos são sempre redondos, com cromatina clara e variam pouco.  Os astrócitos tumorais são muito menores que astrócitos remanescentes ou reacionais.
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GFAP - fibroblastos.    Não se marcam por GFAP, assim são facilmente distinguíveis dos astrócitos e visualizáveis como núcleos bem alongados e finos, e um filete de citoplasma saindo dos polos do núcleo.  Em áreas, são praticamente o único elemento celular.  Abaixo, fotografamos alguns, de preferência sempre com um astrócito no campo para validar a reação. 
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GFAP.  Periferia do tumor com astrócitos capturados.    Embora o tumor seja aparentemente apenas de crescimento expansivo, estas imagens da margem do fragmento mostram ilhotas fortemente GFAP positivas, que são interpretadas como elementos reacionais capturados dos tecidos em volta à medida que o tumor cresce. Cada ilhota destas é formada por astrócitos gemistocíticos densamente agrupados, que em nada lembram as delicadas células do tumor. 
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Vimentina. Fibroblastos.     Vimentina, é outro filamento intermediário do citoesqueleto que é expressado em várias linhagens celulares (ao contrário do GFAP, que só ocorre em astrócitos e células ependimárias).  Assim, vimentina marca o citoplasma dos fibroblastos, além de ser positiva também nos astrócitos e células endoteliais.  Os prolongamentos citoplasmáticos dos fibroblastos aparecem como delicadas extensões saindo dos polos do núcleo, que são virtualmente imperceptíveis sem a reação.  O material não corado entre eles são fibras colágenas e reticulínicas, já observadas no tricrômico de Masson e impregnação argêntica
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Vimentina. Astrócitos.     Em áreas onde fibroblastos e astrócitos coexistem, ambos são marcados. Os fibroblastos distinguem-se pelo citoplasma mais abundante, às vezes de aspecto gemistocítico, e núcleos também maiores. 
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Sinaptofisina.    SNF, uma proteína associada a vesículas sinápticas, é um marcador de células de linhagem neuronal. A positividade é citoplasmática e atinge também os prolongamentos celulares. A reação documenta os neurônios do ganglioglioma desmoplásico infantil, difíceis de visualizar na HE, e que não se marcam nas outras reações.  Chama a atenção que são células geralmente pequenas, dismórficas, com núcleo excêntrico e dificilmente se observa nucléolo. Muitos não lembram neurônios.  Binucleação não é incomum.  Alguns são vacuolados. 
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CD34.    Este antígeno oncofetal é expressado na face luminal dos vasos e nesta qualidade é útil para estudar a vascularização de tumores.  Aqui documenta a rica rede capilar do ganglioglioma desmoplásico infantil. São vasos muito finos, sem proliferação endotelial, e distribuídos homogeneamente pelo tumor. 
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Ki67.    Ki67 é baixo, da ordem de 2-3%, nas áreas menos celulares que constituem a maior parte do tumor, mas chega a 10-15% dos núcleos no foco hipercelular já documentado em HE, onde foram encontradas mitoses.  A marcação mais alta não se acompanha de proliferação endotelial ou necrose. 
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Agradecimentos.    Caso do Centro Infantil Boldrini, Campinas, SP.   Preparações histopatológicas e imunohistoquímicas pelos membros do Laboratório de Patologia do Centro Boldrini - Aparecido Paulo de Moraes, Irineu Mantovanelli Neto e Adriana Worschech. 
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Para mais imagens deste caso: RM  Macro, HE Colorações especiais, texto - gangliogliomas desmoplásicos infantis IH
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Mais sobre astrocitomas e gangliogliomas desmoplásicos infantis :  casos de imagem, neuropatologia,  textos (1) (2) (3)
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