Ganglioglioma  associado a  tumor neuroepitelial disembrioplásico (DNT). 
4 - DNT,  Imunohistoquímica para antígenos gliais e outros

 
ANTÍGENOS  GLIAIS 
Vimentina.

Lâmina escaneada da reação imunohistoquímica para vimentina. 

A pequena área de ganglioglioma no córtex da profundidade do sulco está fortemente marcada devido à maior densidade do tecido e riqueza em astrócitos fibrosos.  A reação para vimentina é ótima para demonstrar áreas fortemente glióticas. 

Detalhe da área acima na profundidade do sulco, mostrando o ganglioglioma à E como área fortemente positiva, e a brusca transição para o DNT, onde a marcação para vimentina é muito menor. 
VIM. Área de DNT. 
Na maioria das áreas do córtex com DNT, a vimentina marca só os vasos e raros astrócitos. Os neurônios são negativos. 
VIM.  Focos de astrócitos anormais.   Examinando-se o córtex com DNT em aumento fraco, chamam atenção áreas focais mais marcadas, onde as células positivas são astrócitos de aspecto fibrilar. Abaixo, demonstramos quatro destes focos. As anomalias morfológicas destes astrócitos, mais as dos neurônios, e as relações 'íntimas' entre astrócitos e neurônios configuram um quadro muito próximo, senão idêntico, ao notado em casos de displasia cortical (clique, para exemplos) (1) (2) (3).
Focos de astrócitos, detalhes.  Nestes focos, os astrócitos vimentina-positivos são hipertróficos, com citoplasma mais abundante, às vezes adotando feições gemistocíticas.  Os prolongamentos são mais espessos e grosseiros que os de astrócitos normais e, não raro, estão em íntima associação com corpos celulares de neurônios. 
VIM.  Astrócitos  anômalos.  Não se parecem com os astrócitos protoplasmáticos e fibrosos do tecido nervoso normal. Há grande variação de forma, geralmente com citoplasma mais abundante que o habitual, mas sem chegar aos astrócitos gemistocíticos clássicos. Os prolongamentos são espessos e densamente ramificados. Os núcleos às vezes têm nucléolos, lembrando os de neurônios. 
VIM.  Neurônios  anômalos. 
VIM.  Relação íntima.  Contato físico extenso entre corpos celulares de neurônios com prolongamentos ou corpos celulares de astrócitos. 
VIM. Vasos. Esta pequena artéria e um ramo mostram bem a estrutura normal revelada por vimentina.  Marcam-se as células endoteliais e as células musculares lisas, estas melhor vistas no corte tangencial do pequeno ramo.  As células musculares enrolam-se como fitas em volta da luz do vaso.  As estreitas faixas não coradas correspondem a  membrana basal entre  endotélio e fibras musculares. 

 
 
GFAP -  Área de DNT. 

O anticorpo monoclonal para GFAP demonstra, na área de DNT clássico, um número bem maior de astrócitos do que os notados com vimentina, acima. 

Os astrócitos são distribuídos de forma mais ou menos regular entre os neurônios. Contudo, não se observaram os 'focos de astrócitos anormais' vistos com vimentina. Mesmo assim, o aspecto dos astrócitos era anômalo e diferente dos  astrócitos protoplasmáticos e fibrosos habituais, notando-se exemplos aberrantes e alguns com relação de proximidade com corpos celulares de neurônios. 
As indicações dos tipos celulares nas figuras foram baseadas nos seguintes critérios: se há marcação citoplasmática para GFAP - astrócito; células não marcadas: neurônios: núcleo grande, com nucléolo, citoplasma distinto, com limites nítidos; oligodendrócitos (provável): núcleos redondos menores, sem nucléolo evidente, e com citoplasma indistinto ou um vazio em torno do núcleo.  Estas células poderiam revelar-se de outra natureza se outras reações fossem efetuadas. 

 
S-100. Área de DNT.  Em princípio, os neurônios são negativos e as demais células exibem positividade nuclear e/ou citoplasmática. Confirma os achados com VIM e GFAP. 

 
CD68.  Área de DNT.  Uma pequena população de células microgliais, com características morfológicas normais, destaca-se com CD68, um marcador de macrófagos. As células têm forma bipolar com ramificações curtas e dicotômicas, lembrando os desenhos clássicos de del Rio Hortega e suas (hoje raras) impregnações argênticas

 
CD34.  Área de DNT.  Este antígeno está presente na superfície luminal das células endoteliais de vasos de qualquer diâmetro, e é rotineiramente empregado para estudo da rede vascular.  Aqui, mostra que os capilares da área de DNT são delicados e em ramificação dicotômica, como os do córtex cerebral normal.  Na grande parte do corte não foram notadas as células 'plumiformes', positivas para CD34 e discutidas em outra página
CD34. Essas pequenas artérias da leptomeninge têm seu endotélio marcado por CD34. 

 
Ki-67. Área de DNT.  Tanto na área de DNT como na de ganglioglioma há marcação de raros núcleos esparsos, todos com características gliais. Núcleos típicos de neurônios não foram  positivos. 

 
Para mais imagens deste caso:  TC, RM HE (DNT e ganglioglioma)
IH, ganglioglioma  DNT, IH para neurônios DNT, células 'plumiformes'
Sobre gangliogliomas Características de imagem dos gangliogliomas Neuroimagem e neuropatologia de outros casos de ganglioglioma
Sobre o DNT Características de imagem dos DNTs Neuroimagem e neuropatologia de outros casos de DNT
Neuropatologia
- Graduação
Neuropatologia - 
Casos Complementares
Neuroimagem
- Graduação
Neuroimagem - 
Casos Complementares
Correlação 
Neuropatologia - Neuroimagem
VOLTA À PÁGINA ÍNDICE