Astrocitoma  pilocítico de 
hemisfério cerebral com atipias celulares

 
PRIMEIRA BIÓPSIA,  29/1/2003
ESFREGAÇO
Tumor astrocitário moderadamente celular, com intensas atipias nucleares que levaram inicialmente à hipótese de glioblastoma. Contudo, não se observam mitoses, proliferação vascular ou necrose. 

 
CORTES  DE  PARAFINA
HE. Tumor astrocitário de textura densamente fibrilar, em que as células tendiam a ser alongadas e arranjar-se em feixes. Como já observado no esfregaço, apesar das atipias nucleares, a celularidade era moderada, capilares delicados e espaçados, e não foram observadas mitoses ou áreas de necrose. 
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Atipias nucleares.  Chegavam a ser proeminentes ou bizarras em algumas células. 
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Corpos hialinos granulosos. Observados com freqüência neste exemplar, são habitualmente evidência de baixo grau de malignidade.  Provavelmente são análogos às fibras de Rosenthal, mas estas não foram observadas na presente amostra. 
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Ausência de proliferação vascular.  Os capilares eram delgados e os núcleos das células endoteliais espaçados. Este aspecto contrastava com a proliferação vascular clássica do glioblastoma multiforme, onde os capilares são mais numerosos, mais próximos entre si, não raro com trombose.  Suas paredes espessas são constituídas por células endoteliais tumefeitas, que podem formar mais de uma camada. 

 
IMUNOHISTOQUÍMICA
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GFAP. Positivo nos corpos celulares e prolongamentos. 
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VIM. Comportamento análogo ao do GFAP, mas positivo também nos capilares. 
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Ki-67. Apesar das atipias nucleares, que fariam pensar em alto grau de proliferação celular, o antígeno Ki-67 foi demonstrável só em poucos núcleos esparsos, geralmente nas células menores. Os grandes núcleos atípicos eram negativos.
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Conclusão. Baseado nos aspectos acima, foi feito o diagnóstico de astrocitoma pilocítico com atipias nucleares. Contudo, como a amostra era pequena, não ficou afastada a possibilidade de um glioblastoma em que o fragmento tivesse sido retirado da periferia.  Como exames de neuroimagem demonstraram rápido crescimento do tumor, foi feita nova abordagem 7 meses após a primeira biópsia. 

 
NOVA BIÓPSIA,  27/8/2003
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Imagens comparativas da  primeira e da segunda biópsias na mesma escala. 
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HE. Apesar do grande aumento de volume do tumor demonstrado pelos métodos de imagem, o aspecto histológico na segunda amostra, muito mais abundante que a primeira, manteve-se basicamente inalterado. As células neoplásicas eram alongadas e dispostas paralelamente em feixes que se entrecruzavam em várias direções. Novamente, chamavam a atenção as intensas atipias nucleares.  Alguns núcleos demonstraram pseudoinclusões, ou seja, massas de citoplasma insinuadas em dobras da membrana nuclear. 
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Atipias nucleares e pseudoinclusões.
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Fibras de Rosenthal. Nesta amostra havia abundantes fibras de Rosenthal, características do astrocitoma pilocítico. Trata-se de material proteico contido em prolongamentos astrocitários, com aspecto hialino (homogêneo, eosinófilo) e refringente. É clássica a comparação com uma cenoura. São encontradas em meio aos prolongamentos astrocitários mais delicados. 
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KI-67. Como na primeira biópsia, foi demonstrado só em poucos núcleos, geralmente nas células menores. Os grandes núcleos atípicos foram negativos.
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Conclusão: astrocitoma pilocítico com atipias nucleares
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dos astrocitomas  pilocíticos
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