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crônica inespecífica e granulomatosa |
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Este caso de criptococose cerebral difere do habitual nesta neuromicose por apresentar intensa reação inflamatória na leptomeninge, tanto do tipo crônica inespecífica como granulomatosa, inclusive com células gigantes dos tipos Langhans e de corpo estranho. A inflamação estende-se pelos espaços de Virchow-Robin originando focos intraparenquimatosos. Abundantes fungos são observados, tanto na meninge como no parênquima. É mais comum que a reação inflamatória na criptococose seja escassa, devido à dificuldade de os fungos serem fagocitados, em função de sua espessa cápsula mucopolissacarídica. |
Destaques. | ||
HE. Criptococos nas leptomeninges. | Reação inflamatória e fungos nos espaços perivasculares de Virchow-Robin. | Reação inflamatória crônica inespecífica - linfócitos |
Reação inflamatória crônica granulomatosa - gigantócitos : Langhans e corpo estranho | Criptococos na meninge e intraparenquimatosos | PAS. Cora parede celular intensamente e cápsula polissacarídica fracamente. Foto - brotamento simples. |
Fungos nas leptomeninges e reação inflamatória crônica inespecífica. O espaço subaracnóideo na superfície cerebral (entre a aracnóide e a pia-máter) está distendido por abundantes fungos que dão tom claro ao tecido devido à sua cápsula mucopolissacarídica, que não se cora. Os fungos circundam vasos meníngeos e induzem reação inflamatória crônica. Em áreas, esta é inespecífica, com predomínio de linfócitos. Em outras, há reação macrofágica com células gigantes de corpo estranho e do tipo Langhans. A partir do espaço subaracnóideo, os parasitas penetram nos espaços perivasculares de Virchow-Robin e adentram o parênquima, onde formam novos focos. |
Fungos e reação inflamatória penetrando pelos espaços de Virchow-Robin. Os espaços de Virchow-Robin são prolongamentos em dedo de luva do espaço subaracnóideo que acompanham por certa distância os vasos maiores que penetram na superfície cerebral, tanto artérias como veias. Como o espaço subaracnóideo, os espaços de Virchow-Robin contêm líquor, assim, inflamações das leptomeninges como meningites purulentas e fúngicas podem se propagar ao parênquima por esta via. Aqui vemos processo inflamatório crônico em torno dos vasos e fungos colonizando o córtex cerebral. |
Reação inflamatória crônica inespecífica. As células predominantes são linfócitos e macrófagos. | |
Reação inflamatória crônica com gigantócitos. Os gigantócitos podem ser do tipo corpo estranho (com núcleos dispersos no citoplasma) ou do tipo Langhans, com núcleos em ferradura na periferia do citoplasma. Estes são habituais na tuberculose. Fungos são fagocitados por estas células. |
Fungos no parênquima nervoso. Fungos crescem em focos no interior do tecido nervoso, provocando relativamente pouca resposta inflamatória linfocitária e macrofágica, que pode incluir células gigantes. |
Fungos. Criptococos sobressaem-se na lesão pela sua abundância e cor clara, dada pela cápsula, com o corpo celular destacando-se no centro. Aqui proliferam livremente em meio a reação inflamatória, que parece pouco eficiente para contê-los. No presente caso, foi executado o PAS (abaixo) para estudar a morfologia dos parasitas e seu meio de reprodução por brotamento simples. Para mais técnicas especiais de coloração, ver outros casos. |
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PAS.
A reação histoquímica do PAS (ácido periódico + reativo de Schiff, para procedimento técnico clique, cora fortemente em vermelho magenta a parede celular dos fungos. A cápsula mucopolissacarídica é revelada só em alguns fungos, mostrando-se às vezes tênue, às vezes densa. Estas variações decorrem de diferenças na condensação das fibrilas de polissacarídeo que irradiam da parede celular. A estrutura radiada da cápsula é melhor demonstrada em microscopia eletrônica. |
Agradecimento. Caso trazido em consulta e gentilmente contribuído pela Profa. Dra Patrícia Sabino de Matos, Depto de Anatomia Patológica, FCM-UNICAMP. |
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