Craniofaringioma adamantinomatoso

 
A imagem escaneada da lâmina mostra vários pequenos fragmentos de tecido. Parte são constituídos por dura-máter, parte por tecido nervoso gliótico. Junto a estes últimos notam-se fragmentos de epitélio tumoral (detalhes abaixo). 

 
O craniofaringioma adamantinomatoso é assim chamado por sua semelhança com o adamantinoma ou tumor de germe dentário.  Os brotos epiteliais que constituem o tumor repousam sobre tecido nervoso fortemente gliótico, ou seja, cicatrizado, em função da irritação crônica pela presença da neoplasia. 

A camada mais externa do epitélio neoplásico é compacta, com células arranjadas em paliçada. As camadas mais internas têm textura frouxa, sendo as células de contorno estrelado separadas por edema intercelular. Em meio a estas podem ser observados grupos de celulas epiteliais queratinizadas e anucleadas, chamadas de células fantasma, que comumente calcificam. São a principal localização da deposição de cálcio em craniofaringiomas em radiografias simples e tomografias computadorizadas. 


 
Às vezes, as células mortas ou a calcificação por desencadear uma reação granulomatosa de corpo estranho, como neste caso. Observam-se as células gigantes de corpo estranho, caracterizadas por núcleos dispersos no citoplasma. Nisto diferem das células gigantes de Langhans, próprias da tuberculose, em que os núcleos se dispõem em ferradura na periferia do citoplasma. 

 
A presença da neoplasia em meio ao tecido nervoso durante anos induz uma forte reação cicatricial ou gliose, caracterizada por deposição de fibras gliais pelos astrócitos. O aspecto pode simular um astrocitoma do tipo pilocítico, pela presença de fibras de Rosenthal (não observadas no presente caso). Porém, o encontro de brotos epiteliais do craniofaringioma, ou mesmo de grupos isolados de células fantasma, calcificadas ou não, é suficiente para o diagnóstico. 

 
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