Carcinoma in situ da epiderme
ou doença de Bowen
Lam. A. 114

 
EPIDERME  NORMAL
DOENÇA DE BOWEN (mesmo aumento)

 
EPIDERME  NORMAL

 
DOENÇA  DE  BOWEN

 

 

 
Lâm. A. 114. Doença de Bowen.  Fragmento de pele da região dorsal do penis de um paciente de 53 anos. A lesão era espessa, esbranquiçada, com diâmetro de 1,5 cm e contorno irregular. Histologicamente, nota-se grande espessamento da epiderme, com perda da arquitetura estratificada (comparar com a pele normal adjacente) e atipias celulares intensas em toda a espessura.  Há hipercromatismo e pleomorfismo nucleares. Várias células sofrem queratinização de forma isolada, chamando-se este fenômeno disceratose. Destacam-se das vizinhas pelo citoplasma muito róseo e o núcleo picnótico.   É muito comum haver queratinização de grupos de células que se dispõem em redemoínhos, chamados pérolas córneas.  Na epiderme normal, todas as células queratinizam-se de forma semelhante, à medida que progridem da camada basal à córnea. É importante que, na doença de Bowen,  o limite dermo-epidérmico não é ultrapassado e que o tumor permanece in situ. Isto ocorre porque as células atípicas não são (ainda) capazes de digerir ou romper a membrana basal do epitélio.
                      Na região mais imatura, há menos queratinização, o citoplasma tende a  basófilo e nota-se intensa atividade mitótica, com cerca de 5 mitoses por campo de grande aumento. Algumas mitoses são atípicas. 

 
DOENÇA  DE  BOWEN:  Carcinoma  in situ da pele

          Carcinoma  in situ é o termo para lesões epiteliais em que as células têm alterações citológicas características de malignidade (hipercromatismo, pleomorfismo, mitoses) e perda da arquitetura, mas sem evidência de invasão local ou de metástases à distância. É considerada uma lesão pré-neoplásica devido a seu potencial para desenvolver-se em carcinoma invasivo, ou câncer propriamente dito. 
            A doença de Bowen é um carcinoma in situ da pele de qualquer região do corpo.  A forma chamada de eritroplasia de Queyrat corresponde ao carcinoma in situ da pele das regiões genitais de homens e mulheres, geralmente acima dos 35 anos. Tende a envolver o corpo do penis e o escroto. Clinicamente manifesta-se como uma área espessada, esbranquiçada, podendo haver ulceração superficial. Se não tratada, a lesão evolui em alguns anos para carcinoma invasivo em cerca de 10% dos casos. 
            Há forte associação da doença de Bowen com infecção pelo virus HPV (human papilloma virus), principalmente do tipo 16.


 
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