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      Os casos clínicos contidos neste site são fruto das reuniões semanais da Prof. Dra. Liliana De Angelo Andrade com os residentes do Departamento de Anatomia Patológica. O objetivo do site é difundir o conhecimento sobre o assunto ajudando estudantes, residentes e profissionais a manterem-se constantemente atualizados.

 

Caso 82: 51 anos, lesão elevada vulvar, com 2 cm de diâmetro.


Figura 1




Figura 2




Figura 3




Figura 4




Figura 5




Figura 6



Descrição microscópica: epiderme espessa e no derma notam-se células de citoplasma amplo (Fig. 1), eosinófilo e finamente granuloso (Fig. 2 e 3). Há leve atipia celular focal e não se observam mitoses. Os grânulos citoplasmáticos são PAS positivos (Fig. 4) e pela reação imuno-histoquímica, positivos para S100 (Fig. 5). A margem de ressecção na profundidade está comprometida pela neoplasia (Fig. 6)

Diagnóstico: Tumor de células granulares da vulva; margem comprometida na profundidade.

Comentários: geralmente são lesões pequenas, menores que 5 cm, únicas ou múltiplas, com localização variada, mais comuns na língua e pele da vulva. Anteriormente pensava-se que esta lesão se originava de células musculares lisas, porém pelo estudo com marcadores imuno-histoquímicos e por microscopia eletrônica, constatou-se que está associada às células de Schwann. Os grânulos citoplasmáticos que a caracterizam são PAS positivos e interpretados como alterações celulares degenerativas com acúmulo de lisossomos. Expressam S100 e vimentina, mas são também descritas expressões variadas de calretinina, NSE e inibina. O comportamento é geralmente benigno, com raros casos descritoscom metástase; a recidiva está relacionada ao comprometimento das margens cirúrgicas.
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